quinta-feira, 18 de março de 2010

Comentários machistas sobre a Copa

1. Durante a Copa, a televisão é minha, 100% minha, o tempo todo. Sem exceção nem discussão. Não estarei importando se for o último capítulo da novela das 8, onde Helena, a mocinha, comete suicídio introduzindo um ferro em brasa na boca. Se você dirigir o olhar ao controle remoto, uma vez sequer, você perderá… Perderá os olhos!
2. De 9 de junho a 9 de julho de 2010, você deverá ler a seção de esportes do jornal de modo a se manter a par do que se passa com respeito à Copa do Mundo, o que lhe permitirá participar das conversas. Caso não proceda desta maneira, você será olhada com maus olhos, ou mesmo ignorada por completo. Neste caso, não reclame por não receber nenhuma atenção.
3. Se você precisar passar em frente à TV durante um jogo, eu não me importarei, contanto que o faça rastejando e sem me distrair. Se você (esposa, noiva, namorada, parceira, amiga ou colega) decidir se exibir nua diante de mim à frente da TV, esteja certa de vestir-se imediatamente em seguida pois, se pegar um resfriado, não terei tempo de levá-la ao médico nem de lhe dar assistência durante o mês da Copa.
4. Durante os jogos eu estarei cego, surdo e mudo, exceto nos casos em que eu solicite que me encha o copo de cerveja, ou peça a você a gentileza de me trazer algo para comer. Você estará fora de si se achar que irei ouví-la, abrir a porta, atender o telefone ou pegar nosso bebê que possa ter caído no chão… não vai acontecer.
5. É uma boa idéia manter pelo menos 2 caixas de cerveja na geladeira o tempo todo, bem como razoável variedade de tira-gostos e belisquetes. E, por favor, não faça cara feia para meus amigos quando eles vierem assistir jogo aqui em casa comigo. Como recompensa, você estará autorizada a transar comigo e assistir TV entre meia-noite e seis da manhã, a menos, é claro, que neste período haja a reprise de algum jogo que eu tenha perdido durante o dia.
6. Por favor, por favor, por favor! Se me vir contrariado por algum time de meu interesse estar perdendo, NÃO DIGA coisas como “Ah, deixa isso pra lá, é só um jogo…” ou “Não se preocupe, eles vão ganhar da próxima vez….” Se disser coisas desse tipo, só me deixará com mais raiva e vou amá-la menos. Lembre-se, você jamais saberá mais sobre futebol do que eu e suas supostas “palavras de encorajamento” apenas nos levarão à separação ou ao divórcio.
7. Você será bem-vinda a sentar-se comigo para assistir um jogo e poderá me dirigir a palavra no intervalo entre o 1º e o 2º tempos, mas apenas durante os comerciais e (importante) APENAS se o placar do primeiro tempo tiver sido do meu agrado. Favor notar também que especifiquei UM jogo, ou seja, não use a Copa do Mundo como pretexto mimoso para aquela coisa de “passarmos tempo juntos”.
8. Os repetecos dos gols são muito importantes. Não importa se já vi o gol ou não, eu quero ver novamente. Muitas vezes.
9. Não incomode a mim ou meus amigos perguntando sobre as regras do futebol. Olhe o jogo e finja que está entendendo. Pule e grite quando eu pular e gritar. Nunca, jamais pergunte como funciona a regra do IMPEDIMENTO. Você não tem capacidade intelectual para entender.
10. Avise suas amigas para no mês da Copa não darem à luz nenhum neném, ou mesmo promover qualquer festa de criança ou eventos de qualquer natureza que exijam minha presença, porque:
a) Eu não vou;
b) Eu não vou, e
c) Eu não vou.
11. No entanto, se um amigo meu nos convidar para ir à casa dele num domingo para assistir um jogo, iremos de imediato.
12. As resenhas e debates esportivos da Copa toda noite na TV são tão importantes quanto os jogos propriamente ditos. Que nem lhe passe pela cabeça dizer coisas como “Mas você já viu isso tudo… porque não muda para um canal que todos possamos assistir?” Se disser algo assim, saiba desde já que a resposta será: “Veja a regra nº 1 dessa lista”.
13. E, finalizando, por favor poupe-me de expressões como “Graças a Deus que só tem Copa do Mundo de quatro em quatro anos”. Estou imune a manifestações ridículas dessa natureza, pois após a Copa vêm a Liga dos Campeões, a Sub20, o campeonato italiano, o espanhol, o alemão, o brasileirão, o cariocão, o paulistão, o mineirão, etc.
Vi no Não Salvo

terça-feira, 16 de março de 2010


Dirceu Krüger


Dirceu Krüger (Curitiba, 11 de abril de 1945) é um ex-futebolista brasileiro que depois de se aposentar já exerceu diversas funções no Coritiba, aonde permance trabalhando até hoje como auxiliar técnico.

Encerrou a carreira prematuramente por causa de uma lesão abdominal. Desde então, ininterruptamente dedica sua vida profissional ao Coritiba.

Títulos

quinta-feira, 11 de março de 2010



Roger Milla



Albert Roger Mooh Miller, conhecido apenas como Roger Milla (Yaoundé, 20 de maio de 1952) é um ex-futebolista camaronês. Roger começou a jogar no Eclair de Douala, no ano de 1965.

Biografia

Dono de grande técnica e famoso pela maneira como comemorava seus gols, foi um dos destaques da Copa do Mundo FIFA de 1990, na Itália, levando a Seleção Camaronesa até as quartas-de-final, fato até então inédito em copas, pois uma seleção africana até então não tinha chegado tão longe - e poderiam ter avançado mais, estando perto de bater a Inglaterra e ir às semifinais. O país já havia surpreendido na estreia, ao derrotar a Argentina, detentora do título.

Milla fez quatro gols na Copa, comemorados com uma sambadinha que, segundo ele, era uma homenagem ao brasileiro Careca e à inspiração que o futebol brasileiro levara à África com as excursões do Santos de Pelé pelo continente nos anos 60.[1] O mais lembrado deles, contra a Colômbia, em puro oportunismo: roubou a bola do folclórico goleiro René Higuita, que, fora de sua área, tentara realizar uma jogada de efeito.

Foi só nesta Copa que ele, que já havia disputado o mundial de 1982, apareceu para o mundo e para a própria França, onde jogava - ressentia-se de que havia passado treze anos no país, para onde fora em 1977 jogar no modesto Valenciennes, sendo ignorado.[1] Saíra da África com o título de melhor jogador do continente, em 1976. No futebol francês, foi herói de outro clube pequeno, o Bastia: pela equipe da Córsega, marcou o gol do título da Copa da França de 1981 sobre o então poderoso Saint-Étienne de Michel Platini.[1] No próprio Saint-Étienne, jogaria depois, quando a equipe esteve na segunda divisão.

Ainda assim, só foi ao mundial de 1990 por interferência de seu amigo Paul Biya, então presidente de Camarões;[1][2] Milla estava na época à beira da aposentadoria no JS Saint-Perroise, da ilha de Reunião, para onde se "exilara" após a morte da mãe e a gravidez de sua esposa.[3] Sua performance no mundial o trouxe de volta ao Tonnerre Yaoundé, de onde havia saído para a França. Ficou no time nos quatro anos seguintes, mas sem atuar pela Seleção. Quando Camarões classificou-se novamente para a Copa do Mundo, Milla resolveu voltar e novamente contou com a ajuda de Biya.[1]

Foi na mundial dos Estados Unidos que ele entraria de vez para a história das Copas, mais especificamente para as estatísticas do torneio; tornou-se, aos 42 anos de idade, o mais velho atleta a disputar a competição, quebrando a marca do norte-irlandês Pat Jennings. Aos 42 anos e 39 dias, idade em que tinha na última partida de Camarões, superou a própria marca que tivera no mundial anterior, estabelecendo-se como mais velho também a marcar: foi dele o "gol de honra" da goleada de 1 x 6 que o país sofreu da Rússia - a partida ficaria marcada ainda por outro recorde, o de maior artilharia em um único jogo de Copa, para o adversário Oleg Salenko, autor de 5 gols.

A aposentadoria

Talvez o mais importante ícone de reconhecimento do futebol africano no mundo, Milla fechou de vez sua longa carreira em 1996, aos 44 anos, pelo time indonésio do Pelita Jaya. Após parar, tentou organizar um torneio de futebol entre pigmeus para levantar recurso para saúde e educação, mas o projeto fracassou, causando escândalo: os pigmeus foram aprisionados e mal alimentados quando chegaram à Yaoundé, além de terem sido xingados pelo público pagante. A bilheteria registrou apenas cinquenta ingressos vendidos.[2]

domingo, 7 de março de 2010


João Coelho Neto (Preguinho)


João Coelho Neto, também conhecido como Preguinho (Rio de Janeiro, 8 de fevereiro de 1905 — Rio de Janeiro, 1 de outubro de 1979) foi um futebolista brasileiro.

Clubes em que jogou: Fluminense (RJ) (1925 a 1935 e 1937 a 1938).

Preguinho como jogador de futebol, jogou unicamente no Fluminense (RJ), de (1925 a 1935 e 1937 a 1938), clube ao qual se dedicou toda a sua vida, já que sua família era uma das mais influentes do clube, já antes dele nascer, tendo sido matriculado como sócio número 20 do Tricolor.

João Coelho Netto foi um atleta completo[1]. Disputou oito modalidades de esportes pelo Fluminense: futebol, vôlei, basquete, pólo aquático, saltos ornamentais, natação, hóquei e atletismo.

Preguinho entrou como jogador de futebol para a galeria dos grandes ídolos do Fluminense e do Brasil. Foi autor do primeiro gol da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo, em jogo contra a Iugoslávia, na Copa do Mundo de 1930, em época em que seu apelido era Prego, sem o diminutivo.[2] Ainda no Século XXI é um dos artilheiros do Fluminense com 184 gols marcados e seu segundo maior cestinha de basquete.

Foi o artilheiro do Fluminense nos campeonatos cariocas de 1928, 1929, 1930, 1931 e 1932, sendo que em 1930 e 1932 foi o artilheiro do Campeonato Carioca.

Ele sempre se recusou a receber dinheiro do clube, permanecendo como amador mesmo após a profissionalização do futebol. Jogou por este de clube de 1925 a 1934. Em 1925, depois de nadar a prova dos 600 metros. e ajudar o Fluminense a ser tricampeão estadual de natação, foi de táxi às Laranjeiras a tempo de jogar contra o São Cristóvão e ganhar o título do Torneio Início. Trouxe para o Fluminense 387 medalhas e 55 títulos nas oito modalidades que praticava. Tais façanhas fizeram dele o mais festejado herói tricolor e, em 1952, o clube concedeu a ele o primeiro título de grande benemérito atleta, o que mais o orgulhou até a sua morte, em 1979. Um busto na sede do clube e o nome do ginásio são merecidas homenagens.Era filho do escritor Coelho Netto, autor de livro sobre o primeiro cinquentenário da História do Fluminense, historiador e dirigente deste clube. Na vitória contra contra a Bolívia, pela Copa do Mundo de 1930 marcou dois gols e foi também o primeiro capitão da Seleção Brasileira. Há um depoimento seu sobre sua participação nesta Copa, no filme Futebol Total, dirigido por Carlos Leonam e Oswaldo Caldeira e produzido por Carlos Niemeyer e pelo Canal 100 e até o final de sua vida, Preguinho participou ativamente da política do Tricolor, sendo figura muito importante na política interna do Fluminense Football Club.

sábado, 6 de março de 2010


George Best


George Best (Belfast, 22 de Maio de 1946Londres, 25 de Novembro de 2005) foi um futebolista norte-irlandês

Se consagrou no time inglês do Manchester United, sendo considerado um dos melhores futebolistas de todos os tempos e o melhor jogador irlandês e britânico da história.[1][2][3]

Acaso ou não, é justamente esse o significado de seu sobrenome, em inglês: "Melhor". Um ditado popular em sua terra natal é "Maradona good. Pelé better. George Best".

Início

Nasceu na capital da Irlanda do Norte, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. Era tão fanático por futebol quando criança que dormia com uma bola na cama.[3]

Aos 15 anos, foi treinar no Manchester United, descoberto por um olheiro do clube que o vira atuar por um time amador de Belfast, os Cregagh Boys. Em 1963, estreou como profissional. O clube ainda vivia no luto causado pela morte, em acidente aéreo, de alguns integrantes da jovem e brilhante equipe que encantara o futebol inglês nos anos 1950, os Busby Babies,[4] os "bebês" do técnico Matt Busby, um dos sobreviventes do desastre.

Tendo continuado no comando do time, Busby aprovaria a contratação do gênio anunciado.[4] Em sua primeira temporada, Best participou do título da FA Cup.

Auge

Não demoraria a explodir: driblador, provocador e dono de um talento irrepreensível dentro de campo[1] (o que lhe rendeu comparações a Garrincha [3][5]), formou um lendário trio com o inglês Bobby Charlton (outro sobrevivente) e o escocês Denis Law. Com eles, foi campeão inglês em 1965, o sexto título da história do clube no campeonato. Credenciado para a Copa dos Campeões da UEFA de 1966, o United cruzou nas quartas-de-final com o forte Benfica de Eusébio, Coluna e José Torres, clube cuja equipe-base fora bicampeã do torneio em 1961 e 1962.

Após vitória apertada por 3 x 2 em Old Trafford, Busby determinou cautela e estudo do adversário nos primeiros quinze minutos da partida de volta, em Lisboa. Best o desobedeceu e em doze minutos já havia marcado duas vezes.[1] Os Red Devils fariam 5 x 1 (com ele marcando um terceiro gol) em pleno Estádio da Luz. No dia seguinte, ele era manchete nos jornais ingleses com o título mais cultuável possível pela juventude inglesa daqueles tempos: "O Quinto Beatle".[4] O sonho do troféu europeu naquela temporada, entretanto, acabaria nas semifinais, onde os mancunianos foram eliminados pelos iugoslavos do Partizan.

O apelido ganhou força de qualquer forma, e também devido à vida de Best fora de campo, onde era frequentemente visto com belas mulheres e carros de último tipo,[5] despertava histeria nas adolescentes com seus cabelos longos e esvoaçantes[4] e seu rosto de galã de cinema,[3] metendo-se em altas festas. Tal comportamento boêmio o levaria ao alcoolismo que acabaria com a sua carreira. Com certa frequência, também atrasava-se ou não comparecia a treinos, o que o fez levar inúmeras multas e suspensões.[2]

Ainda assim, sua capacidade devastadora de furar defesas e seu grande carisma[2] esgotavam a imaginação da imprensa europeia, que a cada nova grande exibição procurava um novo adjetivo para qualificá-lo.[5] Após voltar de uma de suas suspensões, que durou 28 dias, marcou os seis gols da vitória por 8 x 2 sobre o Northampton Town.[5]

Em 1967, veio novo título inglês. O tri quase veio em 1968: Best terminou o campeonato como artilheiro com 28 gols, mas a conquista ficou com o rival Manchester City por dois pontos de diferença. Paralelamente, em nova chance na Copa dos Campeões, o United encarou outra vez o Benfica, desta vez na final, disputada no mítico Wembley. Best marcou o terceiro gol na vitória por 4 x 1 driblando toda a defesa adversária, fazendo do United o primeiro inglês a vencer o mais importante troféu europeu de clubes.

Ao final daquela arrasadora temporada, recebeu a Bola de Ouro da France Football como o melhor jogador europeu do ano. É até hoje o único de todos os irlandeses agraciado com o prêmio. No clube que aprendeu a amar, marcaria 178 golos em 466 jogos, tendo sido artilheiro do time em seis temporadas seguidas.

Decadência

Cada vez mais explorado nas colunas sociais, seu rendimento em campo começou a cair justamente logo após o auge de sua consagração. Matt Busby, um dos poucos no clube a aturar o temperamento do jogador,[1] aposentaria-se de vez em 1971, após ter chegado a deixar o cargo em 1969. Não ajudavam as suas aparições de bêbado nos tablóides ingleses.[3] Tinha a vida cada vez mais questionada em cada detalhe pela mídia, que o tratava como celebridade tal como a um músico ou um diplomata.[5] "Eu sou o cara que levou o futebol das páginas internas para a capa dos jornais", teria dito.[4]

Aos 27 anos, sairia do Manchester United, no meio da campanha desastrosa que culminaria no rebaixamento do clube, decretado em derrota para os rivais do City. Ficou um tempo emprestado ao insignifcante Dunstable Town. No ano seguinte, foi para o não muito maior Stockport County. Na época, convivia com ameaças dos terroristas do IRA por ser protestante. Sua irmã chegou a levar um tiro na perna em um atentado.[2]

Curiosamente, do Stockport iria para uma equipe católica, o Cork Celtic, da própria República da Irlanda. Jogaria em outro clube alinhado a católicos posteriormente, o Hibernian, da Escócia. Best já estava fora dos principais cenários futebolísticos, como o quase inexistente futebol dos Estados Unidos, à procura de abafar sua decadência.[2] Chegou a jogar no time da Prisão Ford, onde ficou preso por oito semanas por dirigir embriagado e bater em um policial.[3] Aos 38 anos, em 1984, se aposentou, já não sendo nem sombra do craque promissor dos anos 1960.[2]

Pela Seleção

Um espaço dedicado a Best no museu do Manchester United. Um dos itens visíveis é uma camisa da Irlanda do Norte utilizada por ele

Best está, certamente, entre os grandes jogadores da história do futebol a jamais ter jogado uma Copa do Mundo. A estreia pela Seleção Norte-Irlandesa ocorreu em 1964, em amistoso contra o País de Gales (na partida, estreou também outra futura grande estrela da seleção, o goleiro Pat Jennings), e a equipe - que estreara em Copas no mundial de 1958 e esteve ausente no de 1962 - esteve bem próxima de classificar-se para a Copa de 1966, sediada na Inglaterra, onde morava. Um empate fatal na última rodada das Eliminatórias contra a inexpressiva Albânia eliminou o selecionado, que ficou um ponto atrás - com maior saldo de gols - do que a primeira colocada, a Suíça. O empate foi justamente o primeiro ponto conquistado pelos albaneses naquelas Eliminatórias, em que terminaram na última colocação de seu grupo.

A Irlanda do Norte disputou vaga na Copa de 1970 contra Turquia e União Soviética. Nos dois primeiros jogos, obteve duas vitórias contra os turcos. Após um recesso de dez meses nas disputas, entretanto, ficaria em segundo lugar no grupo - e sendo assim eliminada - após empatar em casa contra a URSS e perder fora. Com Best já decadente, o país ficou em terceiro lugar, atrás dos classificados búlgaros e dos portugueses nas Eliminatórias para o mundial de 1974. Na última oportunidade de Best em disputar uma Copa, a de 1978, a seleção ficou novamente em terceiro lugar nas Eliminatórias, atrás dos Países Baixos e da Bélgica. Best faria sua última partida pela Irlanda do Norte em 1977.

Ironicamente, na primeira tentativa de classificação para uma Copa sem contar com Best, os norte-irlandeses conseguiram vaga para a de 1982. Houve quem defendesse a sua convocação para o mundial da Espanha.[6] quando à época estava no San Jose Earthquakes. Best estava com 36 anos e escondido na liga estadunidense, mas ainda era respeitado na terra natal. O técnico Billy Bingham procurou ver Best, mas uma fraca partida da equipe o fez optar por não levar o decadente astro.[7] Best declararia que ficaria resignado em ser utilizado em poucos minutos, apenas para sentir a sensação de disputar uma Copa, mas respeitou a decisão de Bingham.[7]

Ao todo, foram apenas 37 partidas por seu país. Sempre lamentou não ter realizado mais jogos; seus compromissos com o United o impediram de conciliar o clube com a seleção com certa frequência.[7] Marcou nove vezes. Teriam sido dez se um gol, seu mais famoso, não tivesse sido anulado por um bandeirinha. Em amistoso contra a Seleção Inglesa em 1971, em Belfast, tirou a bola do domínio de Gordon Banks, aproveitando-se de um momento de desatenção do lendário goleiro inglês, que jogara a bola no ar para chutá-la. Best cabeceou-a para o gol, e o árbitro auxiliar considerou o lance faltoso.

Sobre as Irlandas, o protestante Best defendeu que ambas deveriam ter uma única seleção, a exemplo da de rugby: "São dois países pequenos e a única chance de terem algo bom seria se unissem suas forças (...). Se isso ajudasse ao menos um pouco a resolver outros problemas, deveria ser encorajado. Poderia trazer um sentimento de união".[7]

O Fim de uma estrela

Casado duas vezes e tendo quatro filhos, dois dos quais não reconheceu como dele,[4] deu em 1990 um vexame em debate ao vivo pela BBC, completamente bêbado [4] ("Eu o vi se aproximar e os olhos dele estavam vermelhos. Sabia que ele tinha tomado várias em menos de cinco minutos", disse o apresentador do programa, Terry Wogan [8]). Em 2002, teve de receber um transplante de fígado, destruído pela cirrose, voltando a beber logo no ano seguinte.[3] No dia 3 de Outubro de 2005, foi internado às pressas no hospital Cromwell de Londres com problemas nos rins.[3]

Seus últimos dias foram no hospital, ao lado de sua família e do amigo Denis Law. Aos pés da cama, uma carta com a seguinte assinatura: "Do segundo melhor jogador de todos os tempos, Pelé".[4] Sobre ela, Best disparou: "Este foi o último brinde da minha vida".[4]

No dia 20 de Novembro, teve seu último gesto de nobreza: deixou-se fotografar no seu estado lamentável no quarto do hospital onde estava pela imprensa, com a mensagem: "Não morra como eu".[4] Morreria cinco dias depois, com múltipla falência dos orgãos. Homenageado por multidões e políticos como grande estrela, foi enterrado com 59 anos ao lado da mãe na sua Belfast natal.[3]

Curiosidades

Além de ter deixado ao mundo seu futebol inesquecível, tornou-se conhecido também por suas e grandes e inesquecíveis frases de efeito.[3]

  • "Odeio táticas, elas me aborrecem. O que me importa são meus dribles, chego a sonhar com eles"[2]
  • "(David Beckham) não chuta com a esquerda, não sabe cabecear, não sabe driblar e não marca muitos gols; fora isso, ele é bom"[4]
  • "Em 1969, eu abandonei das mulheres e do álcool. Foram os 20 piores minutos da minha vida"[4]
  • "Gastei muito dinheiro com bebidas, mulheres e carros. O resto eu desperdicei"[4]

O jogador também foi citado em uma música da banda irlandesa U2 feita para o filme Em Nome do Pai, que aborda a injusta condenação de um imigrante irlandês na Inglaterra acusado de cometer um ato terrorista do IRA. Em "In the Name of the Father", Bono Vox canta: "In the name of United/and the BBC/In the name of George Best/and LSD". O uso da palavra United pode ser interpretado tanto como referência ao clube em que Best virou símbolo como também ao Reino Unido.

sexta-feira, 5 de março de 2010


Taça Jules Rimet


Taça Jules Rimet foi o nome que recebeu o troféu disputado na Copa do Mundo da FIFA até 1970. Nessa edição, o Brasil a ganhou em definitivo por ter conquistado o campeonato pela terceira vez.

Descrição

Sua imagem representa uma alegoria da Vitória com asas estilizadas. A figura tinha os braços levantados, e segurava uma copa de formato octogonal.

Tinha uma base em mármore sobre a qual foram assentados os nomes dos vencedores em pequenas placas.

Media 30 centímetros de altura e possuía 3,8 quilogramas em ouro puro, sendo seu peso total de 4 quilogramas.

Seu custo total ficou orçado em cinquenta mil francos, considerado uma grande soma na época.

Histórico

O oferecimento de uma taça foi proposto no Congresso da FIFA, ocorrido em 28 de maio de 1928, pelo seu Comitê Executivo, como recompensa pela conquista da primeira Copa do Mundo de Futebol.

O então presidente da Federação, Jules Rimet, ordenou que um troféu fosse feito, em ouro. Para a confecção da taça Coupe du Monde foi contratado o artesão francês Abel Lafleur, ficando pronta em abril de 1929. Um novo Congresso da entidade, realizado em Luxemburgo, a 1 de julho de 1946, decidiu que o nome da taça homenagearia seu idealizador, passando desde então a chamar-se Taça Jules Rimet.

Ainda por sugestão de seu idealizador, sua posse definitiva ficaria com o país que conseguisse vencer um total de três edições da Copa - algo que reputou extremamente difícil, imaginando que nenhum país fosse capaz de atingir esta marca, senão após muito tempo.

Durante a Segunda Guerra Mundial as Copas deixaram de ser realizadas. O troféu foi então escondido na própria casa de um desportista italiano, de nome Otorino Barassi.

Hoje a taça roubada no Brasil que pesava 3,8 kg de ouro, seria avaliada em R$ 784.000.

1966 - roubo da taça na Inglaterra

A Inglaterra iria sediar o Mundial de Futebol de 1966. A Taça Jules Rimet foi então colocada em exposição no Center Hall de Westminster, em Londres, junto a uma exposição filatélica. Apesar da intensa vigilância, o troféu desapareceu, em 20 de março de 1966.

O caso imediatamente ganhou o noticiário internacional. No Brasil a imprensa chegara a afirmar que tal coisa nunca ocorreria neste país, posto que até os ladrões eram fãs do esporte[1].

A Scotland Yard seguia às cegas, sem pistas do paradeiro do troféu, ou ainda de seu ladrão. Foi preso o autor do roubo, mas este nunca revelou onde estava a taça, nem confessara a ação.

No final do campeonato, com o duvidoso resultado final da Inglaterra, os argentinos disseram que este não havia sido maior roubo: e sim o de sua vitória.

O cão herói

Em 27 de março, um senhor de nome David Corbette passeava com seu cão Pickles numa praça do Sul da capital inglesa quando este, farejando um arbusto, localizou ali o valioso troféu, enrolado por jornais.

Como prêmio por sua heroica descoberta, Pickles ganhou, além da fama, o fornecimento de alimento pelo resto da vida, por parte de uma fábrica de comida canina.

Este sucesso, porém, não refletiu bem para a polícia britânica: dizia-se que Pickles deveria ser nomeado investigador da instituição, pois tivera sucesso onde ela falhara.

Vencedores

Tiveram a chance de erguer a taça os campeões mundiais de futebol:

A tríplice conquista conferiu ao Brasil o privilégio de ter a posse definitiva do troféu. Isso forçou a FIFA a elaborar uma nova Copa, desta feita sem entrega definitiva a nenhum dos vencedores, e chamada Copa Mundial da FIFA.

Roubo e destruição

O troféu passou a ser exibido na sede da Confederação Brasileira de Futebol. A incúria e desvelo para com o troféu fez com que uma réplica fosse trancada num cofre, enquanto a taça original ficasse exposta, sem muita segurança.

Em 20 de dezembro de 1983 o troféu foi roubado, e alguns dias depois a imprensa noticiava, com assombro, que o mais importante símbolo das conquistas futebolísticas do Brasil havia sido derretido, para a venda de seu ouro.

O crime restou desvendado, por uma série de acasos. Na Federação, entretanto, não se tem notícia de nenhuma punição pela incúria no trato do patrimônio comum do povo brasileiro, e com tamanha importância na história do futebol mundial.

Réplica definitiva

A despeito do descuido patrimonial, e da falta de responsabilização (apuração e punição pelo descaso), a FIFA ofereceu à CBF uma réplica, que ora encontra-se junto aos demais troféus da entidade. Esta foi feita por Eastman Kodak, com uso de 1,875 quilogramas de ouro, e foi concluída em 1986.


Troféu da Copa do Mundo FIFA


O Troféu da Copa do Mundo FIFA é um troféu de ouro dado aos ganhadores de cada edição da competição. Desde o advento da Copa do Mundo FIFA de 1930 houve dois troféus dados aos campeões.

Taça Jules Rimet

Ver artigo principal: Taça Jules Rimet

A Taça Jules Rimet era o prêmio original da Copa do Mundo FIFA. Originalmente nomeada de "Vitória", mas conhecida simplesmente como Taça do Mundo ou Coupe du Monde (em francês), foi oficialmente renomeada em 1946 em honra ao presidente da FIFA, Jules Rimet. Criado por Abel Lafleur, feito de ouro e liga de prata numa base azul de lápis-lazúli, medindo 35 cm e pesando 3.8 kg.[1] Tinha a forma de uma taça octogonal, apoiado por uma figura alada representando Niké, deusa grega da vitória.

Durante a Segunda Guerra Mundial o troféu ficou com a Itália. Ottorino Barassi, o vice-presidente da FIFA e presidente da Federação Italiana de Futebol, escondeu-a numa caixa de sapatos debaixo de sua cama temendo que ela fosse roubada pelos nazistas.

Contudo, a taça acabou sendo roubada duas décadas depois, durante uma exibição pública no Westminster Central Hall, Inglaterra, quatro meses antes da Copa do Mundo FIFA de 1966. A taça só foi encontrada sete dias depois, embalada num jornal numa cerca-viva de um jardim em South Norwood, Londres, por um cão chamado "Picles".[2] Por uma medida de segurança a FA secretamente criou uma réplica da taça para ser usada nas celebrações pós-partida final. A réplica também foi usada em ocasiões subsequentes até 1970. A mesma foi vendida num leilão em 1997 por £254,500, comprada pela FIFA e depois exibida no Museu Nacional de Futebol em Preston.

A seleção brasileira ganhou o troféu pela terceira vez em 1970, ganhando por isso o direito da posse permanente. Contudo, a taça foi roubada em 1983 no Rio de Janeiro e nunca foi recuperada; acredita-se que os ladrões a tenham derretido para vendê-la.[3] A Confederação Brasileira de Futebol então se autorizou de fazer uma réplica. A mesma foi criada por Eastman Kodak, que usou 1.87523 quilogramas (3.97 libras) de ouro, terminando-a em 1986.

Taça FIFA

O troféu em exibição em Fortaleza, indicando as vezes que o Brasil a venceu.

O troféu que substituiu a Taça Jules Rimet foi a Taça FIFA, apresentada na Copa do Mundo FIFA de 1974. Criada por Silvio Gazzaniga e produzida por Milano Bertoni, mede 36,5 cm e é feita de 5 kg de ouro 18-quilates (75%) sólido com uma base (13 cm de diâmetro) contendo duas camadas de malaquita. A taça, que pesa 6.175 kg, tem duas figuras humanas segurando o planeta Terra.

A taça tem visivelmente gravada "Copa do Mundo FIFA" em sua base. O nome de cada país que tenha sua seleção ganho a Copa do Mundo FIFA tem gravado seu nome na base da taça. Até o momento sete campeões foram gravados. Não se sabe ainda se a FIFA vai retirar a taça após todos os espaços para os países serem ocupados na base; isso só ocorrerá em 2038.

Ao contrário da taça Jules Rimet, a Taça FIFA não ficará em definitivo com nenhuma seleção mesmo que ganhe três campeonatos consecutivos ou cinco alternados. A taça poderá ser trocada quando forem ocupadas todas as placas com os nomes dos países campeões, assim sendo ela ficará em poder da FIFA.

Antes que isso aconteça, o campeão do torneio fica com o troféu por quatro anos e após isso recebe uma réplica da original.